sábado, 15 de maio de 2021

Educação, Linguagem e Intrigas n'Os Maias

Os Maias são uma obra intemporal de Eça de Queirós que, apesar de ser camuflada como um romance, apresenta diversas críticas à sociedade portuguesa desse tempo (que por vezes ainda são atuais).

Uma dessas críticas é à educação! Mas, de que forma é que Eça comentou as práticas educativas da época?

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Descobre tudo isto e muito mais neste artigo escrito pela Beatriz Santos, Filipe Correia, Margarida Miranda, Marta Filipa e Ricardo Rocha!

Para chegarmos aí, temos primeiramente que compreender a intriga principal e secundária d’Os Maias.

Intrigas

N’Os Maias existem duas intrigas, a intriga secundária e a intriga principal, sendo que a intriga secundária é baseada na vida amorosa de Maria Monforte e Pedro da Maia.

Intriga Secundária: Pedro da Maia & Maria Monforte

Assim, a história de Pedro da Maia inicia-se com o seu nascimento, como resultado do casamento de Afonso e Maria Eduarda Runa, que apesar de atraente encontrava-se adoentada, sendo uma católica devota.

Após conflitos com a polícia, os três exilam-se em Londres, onde Pedro passou grande parte da sua infância. 

Devido ao desgosto de Maria Eduarda pela educação inglesa, impede o filho de estudar num colégio protestante e manda vir o padre Vasques para educar Pedro de acordo com a educação típica portuguesa.
No entanto, esta educação retrógrada, fortemente criticada por Afonso, combinada com o protecionismo de Pedro por parte da sua mãe, que evitava que Pedro abandonasse a sua casa, tornam Pedro uma pessoa frágil, fraca e medrosa da vida. [mais à frente retomaremos este tema]

Posteriormente, devido à insistência de Maria, os três dirigem-se para Itália e finalmente retomam para Portugal. 


Pedro, já mais velho, era descrito fisicamente como uma pessoa pequena e fraca, com uma face oval e olhos irresistíveis, que se assemelhavam a “um belo árabe”.

Já a nível psicológico, Pedro era indiferente à vida, não possuindo nenhuma curiosidade sobre o mundo e restringindo todo o interesse da sua vida a uma paixão forte pela mãe. Devido a este desinteresse, Pedro sofria frequentemente de crises de melancolia negra, onde ele ficava murcho e mudo, com umas olheiras fundas.

O seu pai ainda pensou em enviá-lo para Coimbra para ir estudar, mas Afonso cedeu aos pedidos da mãe, que não conseguia imaginar-se a separar do seu filho mimado. No entanto, a doença de Maria piorou e acabou por morrer, levando a que o seu filho ficasse em sofrimento durante dois anos.

Passados estes dois anos, Pedro anima-se ao se apaixonar por Maria Monforte, filha de um homem responsável por levar escravos para o Brasil, sendo assim chamado popularmente como “negreiro”. 


Maria era caracterizada como uma mulher com olhos maravilhosos, uma testa curta e clássica e com cabelos louros. Apesar de ter feito uma impressão em todos os homens de Lisboa, rapidamente perdeu este interesse devido aos negócios do seu pai.

Assim, Maria Monforte e Pedro começam a namorar, sendo que Pedro começa a escrever duas cartas por dia a Maria e dedica todo o seu tempo a esta paixão.

Este amor era descrito como:

Era um amor à Romeu, vindo de repente numa troca de olhares fatal e deslumbradora, uma dessas paixões que assaltam uma existência, a assolam como um furacão,...

o que evidenciava o desenlace trágico deste amor. Na verdade, sempre que deixava de receber cartas de Maria, Pedro ficava com enxaquecas, revelando o seu espírito frágil.

Um dia, Pedro pede ao seu pai para casar com Maria Monforte, recebendo uma recusa justificada com o emprego do pai de Maria. Esta recusa leva à separação de pai e filho, com a ida apressada de Pedro para Itália após se casar com Maria.

Em Itália têm uma filha e depois de retornarem a Lisboa, engravidam novamente, nascendo Carlos da Maia. Em Lisboa, os dois viviam uma vida de festa com serões frequentes, o que leva a que Pedro fique entediado com aqueles hábitos de luxo e de festa, principalmente quando via Maria acompanhada de outros homens. 

Durante este período, o casal ainda tenta se reconciliar com Afonso, no entanto, todas as tentativas falham ou são adiadas por Maria.

Um dia, Maria Monforte foge com um italiano e com a sua filha, levando a que Pedro fique devastado e suplique por ajuda ao seu pai, dirigindo-se ao Porto, onde este vivia. Na madrugada do dia seguinte, Pedro acaba com a sua vida, com uma pistola.

Apesar de não ser mais falado de Maria Monforte, já quase no final do Livro, a restante história desta é descrita pelas outras personagens, principalmente pelo Sr. Guimarães. Então, após fugir de Portugal, Maria terá ido para Viena e depois para Paris, tendo ocorrido várias desgraças durante este período, como a morte do italiano que a acompanhava, a morte de uma das filhas e a fuga da outra filha.

Mais tarde na sua vida, adoece e morre quase na miséria, recusando sempre ajuda da família Maias.


Assim, a nível geral:

Segunda aproximação analítica ao perfil de Pedro da Maia, Desenho do Autor, 2015.

Pedro, o protótipo do herói romântico, era uma pessoa fraca, resultado da debilidade da sua mãe, do ensino português, da sua proteção exagerada e por viver durante o ultrarromantismo, levando a um predomínio da emoção, o que resultou num casamento apressado e falhado que acabou no suicídio. 

Aproximação artística de Maria Monforte, Desenho do Autor, 2015.

Maria Monforte, também vítima do Romantismo, era leviana e amorosa, sem preocupações culturais ou sociais. Desta forma, tinha uma personalidade fútil, sendo fria, cruel e interesseira. 

Acaba por ser a culpada por todas as desgraças da família Maias, ao levar ao suicídio de Pedro, separando Carlos e Maria Eduarda e até levando à morte por desgosto de Afonso da Maia!



Intriga Principal

Por outro lado, a intriga principal é baseada na história de Carlos da Maia e Maria Eduarda!

Esta começa com a chegada de Maria Eduarda a Portugal com o seu marido Castro Gomes e a sua filha Rosa. Maria não sentia nenhum tipo de afeto ou carinho em relação ao marido, ela apenas se encontrava com ele por gratidão, devido a coisas que o mesmo fez por ela.
A primeira vez que Carlos da Maia e Maria se vêem é no Hotel Central, enquanto Carlos esperava com Craft pelos seus amigos para jantar, sendo que este fica deslumbrado pela beleza de Maria.
Passado algum tempo, começam a namorar, sendo que Carlos acaba por pedir Maria em casamento, apesar de decidirem não avançar enquanto Afonso estiver vivo.

Já mais tarde, Ega em conversa com Guimarães descobre o passado de Maria Eduarda, acabando por reconhecer que esta é irmã de Carlos. Apesar disto, Carlos mantém a relação amorosa com Maria, apenas se separando dela após a morte de Afonso por desgosto. 
Após isto, os dois partem de Portugal, indo Maria para Paris e Carlos para uma longa viagem de 10 anos pela Europa.


Assim, como é visível na vida de Pedro da Maia compreende-se que a educação tem um papel muito importante na história! Vamos aprofundar mais este tema com o confronto entre a educação de Carlos e Eusebiozinho.

Educação

Desta forma, o tema da educação é frequentemente tratado por Eça de Queirós ao longo do romance Os Maias, sendo fundamental para compreender a formação e também o caráter das personagens. Os pensadores da Geração de 70 acreditavam que a educação podia ser a chave que resgataria o povo português do seu atraso e da sua decadência e então, ao longo da narrativa, tenta-se perceber qual o melhor modelo a seguir para educar um jovem português do século XIX. Assim, dois modelos de educação são colocados em confronto: o modelo tradicional português (Eusebiozinho) e o modelo inglês (Carlos da Maia).
Afonso da Maia defendia o modelo inglês e considerava que a educação de uma criança não se devia iniciar com o estudo do latim, pois não se deveria ensinar a uma criança ensinamentos do passado numa língua morta sem que esta compreendesse a realidade. Deste modo, o seu neto Carlos seguiu, ao longo da sua vida, uma educação inglesa que lhe foi instruída por Brown, onde aprendeu línguas vivas como o inglês (“palrava inglês com o Brown” – p.60). 

Esta educação prezava o desenvolvimento físico, havendo assim um grande contacto com a natureza, em que Carlos da Maia podia “correr, cair, trepar às árvores, molhar-se, apanhar soalheiras” – p.55, uma valorização do exercício físico como “remar” e das brincadeiras e divertimentos da criança. Não obstante, Carlos da Maia seguia também um rigor, ordem e método, inclusive “tinha sido educado com uma vara de ferro” – p.54.

Na educação inglesa não havia o estudo da cartilha, embora houvesse o “amor da virtude” e “da honra” como convém a “um cavalheiro” e a “um homem do bem”, e do conhecimento teórico, mas sim uma valorização da criatividade e juízo crítico.
Assim, a educação inglesa procurou “criar saúde, a força e os seus hábitos”, fortalecendo o corpo e a alma, e graças a ela, Carlos da Maia revelou-se uma criança cheia de vitalidade (advinda do exercício físico) e autoconfiante (pela maneira como responde ao Vilaça). Adquiriu também valores de trabalho e de conhecimento experimental, levando a ingressar o curso de Medicina e projetos de investigação, o que o tornou tolerante e destemido.

No entanto, Carlos da Maia fracassou ao longo da sua vida. Este fracasso não se deveu à sua educação, mas sim ao meio social em que estava inserido, falta de motivação e da paixão incesta que teve.

Ao contrário de Carlos da Maia, Eusebiozinho seguiu uma educação tradicional que lhe foi instruída pelo Abade Custódio. A educação tradicional portuguesa era um tipo de educação mais conservadora e que tinha como base a religião católica e o estudo da cartilha (“decorar versos, páginas inteiras do Catecismo da Perseverança” – p.71). 

Eusebiozinho era uma criança que passava os dias em casa “nas saias da titi” a “admirar as pinturas de um enorme e rico volume” – p.64. Este tipo de educação considerava a instrução de línguas mortas, como o latim, e a valorização da memória (“Que memória! Que memória… é um prodígio!” – p.70). 
Ao ser uma pessoa demasiado protegida pela sua família, Eusebiozinho tornou-se débil na sua saúde e então não conseguia acompanhar Carlos da Maia nas suas brincadeiras, uma vez que “não tinha saúde para essas cavaladas” – p.67. Assim, Eusebiozinho era uma criança “amarela”, mole, triste, fraca, apática e sem vontade própria, uma vez que fazia coisas para ter afeto da sua mãe, como recitar versos. Esta educação teve grande impacto na sua idade adulta, mantendo a sua debilidade física e arrastando-o para uma vida de corrupção e um casamento infeliz.



Posto isto, temos um evidente paradoxo entre os dois tipos de educação representada. A educação tradicional é mais conservadora, tacanha e medíocre, gerando pessoas fracas moral e fisicamente, como é visível no caso de Pedro da Maia e de Eusebiozinho. 


Já a educação inglesa é mais prática, sendo considerada o modelo a seguir para o país conseguir sair da estagnação em que se encontrava. Apesar de aparentemente ser a educação ideal, esta também apresenta falhas, pois a influência do meio torna-se superior e imponente, criando pessoas fracas, boémias e luxuosas.




Modelo inglês - Carlos da Maia

Modelo tradicional - Eusebiozinho

O professor era Brown

O professor era Abade Custódio

Aprendizagem de línguas vivas

Aprendizagem de línguas mortas

Valorização do exercício físico, brincadeiras e divertimentos

Tinha como base a religião católica

Contacto com a Natureza

Estudo da cartilha

Rigor, ordem e método

Valorização da memória

Não havia estudo da cartilha

 

Não havia estudo do conhecimento teórico

 

Valorização da criatividade e juízo crítico

 

Um dos episódios d’Os Maias onde a educação é posta em confronto por parte das personagens é no serão em Santa Olávia.

O serão em Santa Olávia

É na Quinta de Santa Olávia que se torna visível o contraste entre os dois modelos de educação (o tradicional português e o inglês). Este espaço acompanha, ao longo do tempo, a história da família e está fortemente associado ao crescimento e formação de Carlos da Maia. 

Em Santa Olávia, os serões eram eventos recorrentes, que promoviam o convívio entre várias personagens em casa da família Maia. O capítulo III da obra é particularmente dedicado a este tema da educação em confronto. Os típicos serões colocavam frente a frente os dois modelos opostos de educação, representados pelas duas crianças, Carlos e Eusebiozinho. Obviamente, o comportamento dos dois rapazes no decorrer do serão era visivelmente distinto e desencadeava diferentes reações por parte das personagens adultas. As Silveiras, o abade Custódio e o Vilaça mostravam-se chocados perante a educação laica e severa seguida por Carlos, enquanto que Afonso da Maia e Brown assumiam uma posição discordante relativamente à educação retrógrada seguida por Eusebiozinho. Por vezes, geravam-se mesmo situações de agitação e sobressalto quando Carlos, sendo uma criança ativa, enérgica e alegre, tentava arrastar Eusebiozinho para participar nas suas brincadeiras. Porém, este era demasiado débil e dependente da mãe e da “titi” para o acompanhar.

Pedro da Maia fora educado segundo o modelo tradicional português e, por isso, ter-se-ia tornado num homem infeliz, física e psicologicamente fraco. Esta sua fragilidade não permitiu a Pedro superar o seu desgosto amoroso com Maria Monforte, levando-o a cometer suicídio. Por esta razão, Afonso apostava na educação à inglesa para o seu neto Carlos, de modo a que este se tornasse num adulto forte, destemido e autoconfiante e não tivesse um final trágico à semelhança do seu pai.
A Quinta de Santa Olávia é descrita na obra como sendo o local para onde a família Maia se desloca para recuperar as forças perdidas, esquecer a dor e encarar o futuro. Ao contrário de Lisboa, local associado à degradação familiar, o solar dos Maias na margem do rio Douro é conotado positivamente. Aspetos característicos de Santa Olávia como o ambiente campestre, o contacto com a natureza e a fertilidade da terra são relevantes para a construção de uma imagem agradável deste local. No capítulo III (pág. 69), podemos encontrar uma descrição apelativa e detalhada do dito espaço: 

O dia fora convidava, adorável, de um azul suave, muito puro e muito alto, sem uma nuvem. Defronte do terraço os gerânios vermelhos estavam já abertos; as verduras dos arbustos, muito tenras ainda, de uma delicadeza de renda, pareciam tremer ao menor sopro; vinha por vezes um vago cheiro de violetas, misturado ao perfume adocicado das flores do campo; o alto repuxo cantava; e nas ruas do jardim, bordadas de buxos baixos, a areia fina faiscava de leve àquele sol tímido da Primavera tardia, que ao longe envolvia os verdes da quinta, adormecida a essa hora de sesta numa luz fresca e loura.

 

Linguagem e Estilo

Como é possível notar através das descrições de Santa Olávia, Eça de Queirós apresentava uma linguagem inovadora para a literatura portuguesa da época, visível tanto pelo impressionismo das descrições, como pelo realismo dos diálogos. Assim, vamos agora analisar a linguagem e estilo da obra Os Maias em detalhe!

Em períodos diferentes do texto, é visível um estilo de linguagem diferente. 

Assim, durante a narração é usada uma linguagem maleável pela necessidade de relatar objetivamente os acontecimentos. Durante o diálogo Eça usa o linguajar coloquial (popular). 

Durante as descrições minuciosas Eça de Queirós frequentemente usa um linguajar sensorial e serve os propósitos do realismo (rigor da observação e análise dos acontecimentos sociais). Durante o monólogo Eça “ajuda” a explorar o mundo interior das personagens. 

Finalmente, os comentários permitem a intervenção de um narrador que, ora adotando uma focalização omnisciente, ora uma focalização interna, tudo observa com olhar crítico e contundente.

Recursos expressivos

Durante esta obra Eça de Queirós usa diversos recursos expressivos sendo estes: Ironia; Hipálage; Comparação e metáfora

Ironia- Figura em que se afirma literalmente uma ideia quando se quer transmitir a mensagem contrária, conferindo leveza e humor à narração, estando associada a uma intenção crítica e permitindo evidenciar contradições e incongruências.

Ex: “Quase desde o berço este notável menino revelara um edificante amor por alfarrábios e por todas as coisas do saber”(Capítulo III)

Hipálage- Atribuição a uma entidade de uma característica que se refere a outra, expressa ou subentendida no discurso e à qual não se adequa em termos semânticos, conferindo elegância e expressividade à prosa.

Ex.“Ega espalhava também pelo quarto um olhar pensativo […]”(Capítulo XVII)

Metáfora e Comparação

Comparação - aproximação explícita de duas ideias ou realidades para destacar as suas semelhanças ou diferenças, através da conjunção “como” ou de verbo e expressões a ela equivalentes como “parecer” , “assim como” , etc.

Metáfora - aproximação de dois conceitos ou duas realidades que partilham entre si uma mesma característica.

Estes recursos permitem:

  • Descrever o estado de alma - Ex: “[…] os bigodes esvoaçando ao vendaval das paixões […]” (Capítulo VI)(metáfora)
  • Descrever uma paisagem -Ex: “[…] uma das alamedas laterais […] e uma paz religiosa, como um claustro […]”(Capítulo VIII) (comparação)

Surgem aliadas à ironia e ao intuito trocista -Ex: “-Tem todas as condições para ser ministro: tem voz sonora, leu Maurício Block, está encalacrado, e é um asno!...”(Capítulo VII)

O Adjetivo e o advérbio

O Adjetivo e o advérbio são utilizados com grande expressividade:

O Adjetivo é ligado a elementos aos quais, normalmente, não está associado do ponto de vista semântico.

Ex: “sorriso mole”; “Chiar lento”

O Advérbio surge, frequentemente, de forma inesperada e surpreendente.

Ex: “ […] remexia desoladamente o seu café […]”

Ambos projetam a subjetividade do enunciador e desencadeiam efeitos humorísticos.

Verbo

O Verbo é toda palavra que indica ação, estado ou fenômeno da natureza.

Produz combinações sugestivas e repletas de significado.

Ex : “Vamo-nos gouvarinhar […]”

O imperfeito e o gerúndio dão conta do valor aspectual ou durativo da ação, caracterizando a vida das personagens

Ex : “O tédio lento ia pesando outra vez […]”

Os estrangeirismos

Durante a obra podemos ver dois tipos de estrangeirismos: Anglicismos- vocábulos de origem inglesa

Galicismos ou francesismos- vocábulos de origem francesa

Estes evidenciam o desejo de mostrar requinte e cosmopolitismo (pensamento filosófico que discorda das fronteiras geográficas impostas pela sociedade, considerando que a humanidade segue as leis do Universo), revelando o jogo de aparências da alta sociedade lisboeta. O seu uso espelha a submissão acrítica ao modelo cultural francês.

Os diminutivos

Diminutivo- é a palavra que foi modificada para transmitir um menor grau de seu significado original.

A utilização dos diminutivos pode ter significados quase opostos:

  • Projeta a subjetividade do narrador, indicando afeto (por exemplo, «Carlinhos»)

Resulta de uma intenção sarcástica, visando a depreciação ou a ridicularização de alguém, evidencia a atitude trocista do narrador na crítica de comportamentos e costumes (por exemplo, «Damasozinho»).

Conclusão

Conclui-se assim que Os Maias é composto por duas intrigas que conduzem a história. 
A intriga secundária é baseada na história amorosa de Pedro da Maia e Maria Monforte, enquanto que a intriga secundária é baseada na história amorosa de Carlos da Maia e Maria Eduarda. 

Além disso, a crítica à educação é uma permanente pela história, sendo posto em confronto a educação típica portuguesa e a educação inglesa, principalmente no episódio do serão em Santa Olávia.

Finalmente, nesta obra são visíveis diversos recursos de linguagem, que tornam a linguagem de Eça de Queirós inovadora para o seu tempo.

Autoria:

Beatriz Santos

Filipe Correia

Margarida Miranda

Marta Filipa

Ricardo Rocha

Imagens: ResearchGate.net

P.S. O que achaste deste artigo? Há alguma coisa que acrescentarias? Conta-nos nos comentários!

6 comentários:

  1. Extremamente completo!

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  2. Concordo com o Marco. Está bem completo, mas muito extenso.

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  3. Achei que o trabalho estava muito extenso. No entanto, todos os detalhes fornecidos ajudaram-me a compreender melhor os temas abordados (principalmente o da educação).
    Bom trabalho colegas :)

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  4. Ao ler este trabalho consegui retirar imensa informação, no entanto achei que não é um trabalho que cative tanto quem está a ler, visto que é bastante extenso. Como não há uma grande variedade de imagens que poderiam colocar no vosso trabalho, eu sugeria terem feito noutro formato.

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  5. Tal como os meus colegas já referiram, por ser bastante extenso (o que é compreensível dada a quantidade de temas a tratar) torna-se difícil manter a concentração. No entanto, é um trabalho elucidativo que nos permite compreender de tudo um pouco. Parabéns!

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  6. Muito bem! Parabéns!
    Trabalho bem organizado e com informação relevante. Tenho a certeza de que foi muito útil para quem o leu.
    E talvez ainda venha a ser, por isso, quem ainda não o fez, não deixe de consultar.
    Ele continuará aqui.

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