quarta-feira, 9 de junho de 2021

A Língua Portuguesa...

... "é um corpo espalhado pelo mundo.”

 - disse José Saramago, nas suas declarações sobra a Língua Portuguesa para o filme "Língua - Vidas em Português" do qual vos deixo excertos.


Lopes V, diretor. Língua: vidas em português. [filme]. Rio de Janeiro: Riofilme; 2003.

Agora é a vossa vez de deixar aqui um comentário a respeito da importância da Língua Portuguesa.

Bons comentários!




terça-feira, 1 de junho de 2021

Dia Mundial da Criança

 Olá!

Comemora-se, hoje, o Dia Mundial da Criança. 

Muitas considerações poderiam ser feitas a propósito desta "comemoração". 

Mas hoje, apenas te sugiro que visiones este pequeno vídeo, filmado na Índia, intitulado "Solidariedade e colaboração".



Que outro título lhe atribuirias, tendo em conta a celebração do dia de hoje? Justifica.

Deixa aqui o teu comentário, em uma ou duas frases.😉


segunda-feira, 17 de maio de 2021

Os Maias - Personagens da intriga principal


Olá! 
Com este trabalho pretendemos dar-vos a conhecer as personagens da intriga principal: Afonso da Maia, Carlos da Maia, Maria Eduarda e Ega. Serão estas as personagens que vos irão acompanhar durante a enriquecedora viagem de leitura d'Os Maias! 

 


Queremos saber o que acharam do nosso trabalho, por isso não hesitem em deixar um comentário!

domingo, 16 de maio de 2021

Os Maias - contextualização

     
        Com o nosso vídeo, poderão assistir a uma breve introdução à obra Os Maias.

    Esperamos que tenham gostado e não se esqueçam de partilhar as vossas opiniões nos comentários!

    Dos alunos:

    - Gabriela Silva, nº5

    - Marta Rodrigues, nº15

    - Nuno Gonçalves, nº17

sábado, 15 de maio de 2021

A crónica de costumes e sátira social

Com este vídeo, pretendemos sintetizar o tema da crónica de costumes e da sátira social ao longo da obra "Os Maias" de Eça de Queirós.


Alunos (11ºA):

Gonçalo Almeida, nº6; Joel Silva, nº7; Lúcia Figueiredo, nº8; Madalena Baptista, nº9; Maria Ferreira, nº12; Rodrigo Cardoso, nº19; Rui Soares, nº20 Espero que gostem! Boas leituras

Aguardamos os vossos comentários para que possamos melhorar e esclarecer as dúvidas que tenham.                                                                             Obrigado!😜

"...eram sempre fatais aos Maias as paredes do Ramalhete..."

 Aqui fica o trabalho do Marco e do Tiago, um esquema-síntese de dois espaços importantes para a família Maia. 


😉Para saber mais sobre A Toca
😉Para saber mais sobre O Ramalhete

Aguardamos as vossas opiniões e sugestões nos comentários...

Educação, Linguagem e Intrigas n'Os Maias

Os Maias são uma obra intemporal de Eça de Queirós que, apesar de ser camuflada como um romance, apresenta diversas críticas à sociedade portuguesa desse tempo (que por vezes ainda são atuais).

Uma dessas críticas é à educação! Mas, de que forma é que Eça comentou as práticas educativas da época?

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Descobre tudo isto e muito mais neste artigo escrito pela Beatriz Santos, Filipe Correia, Margarida Miranda, Marta Filipa e Ricardo Rocha!

Para chegarmos aí, temos primeiramente que compreender a intriga principal e secundária d’Os Maias.

Intrigas

N’Os Maias existem duas intrigas, a intriga secundária e a intriga principal, sendo que a intriga secundária é baseada na vida amorosa de Maria Monforte e Pedro da Maia.

Intriga Secundária: Pedro da Maia & Maria Monforte

Assim, a história de Pedro da Maia inicia-se com o seu nascimento, como resultado do casamento de Afonso e Maria Eduarda Runa, que apesar de atraente encontrava-se adoentada, sendo uma católica devota.

Após conflitos com a polícia, os três exilam-se em Londres, onde Pedro passou grande parte da sua infância. 

Devido ao desgosto de Maria Eduarda pela educação inglesa, impede o filho de estudar num colégio protestante e manda vir o padre Vasques para educar Pedro de acordo com a educação típica portuguesa.
No entanto, esta educação retrógrada, fortemente criticada por Afonso, combinada com o protecionismo de Pedro por parte da sua mãe, que evitava que Pedro abandonasse a sua casa, tornam Pedro uma pessoa frágil, fraca e medrosa da vida. [mais à frente retomaremos este tema]

Posteriormente, devido à insistência de Maria, os três dirigem-se para Itália e finalmente retomam para Portugal. 


Pedro, já mais velho, era descrito fisicamente como uma pessoa pequena e fraca, com uma face oval e olhos irresistíveis, que se assemelhavam a “um belo árabe”.

Já a nível psicológico, Pedro era indiferente à vida, não possuindo nenhuma curiosidade sobre o mundo e restringindo todo o interesse da sua vida a uma paixão forte pela mãe. Devido a este desinteresse, Pedro sofria frequentemente de crises de melancolia negra, onde ele ficava murcho e mudo, com umas olheiras fundas.

O seu pai ainda pensou em enviá-lo para Coimbra para ir estudar, mas Afonso cedeu aos pedidos da mãe, que não conseguia imaginar-se a separar do seu filho mimado. No entanto, a doença de Maria piorou e acabou por morrer, levando a que o seu filho ficasse em sofrimento durante dois anos.

Passados estes dois anos, Pedro anima-se ao se apaixonar por Maria Monforte, filha de um homem responsável por levar escravos para o Brasil, sendo assim chamado popularmente como “negreiro”. 


Maria era caracterizada como uma mulher com olhos maravilhosos, uma testa curta e clássica e com cabelos louros. Apesar de ter feito uma impressão em todos os homens de Lisboa, rapidamente perdeu este interesse devido aos negócios do seu pai.

Assim, Maria Monforte e Pedro começam a namorar, sendo que Pedro começa a escrever duas cartas por dia a Maria e dedica todo o seu tempo a esta paixão.

Este amor era descrito como:

Era um amor à Romeu, vindo de repente numa troca de olhares fatal e deslumbradora, uma dessas paixões que assaltam uma existência, a assolam como um furacão,...

o que evidenciava o desenlace trágico deste amor. Na verdade, sempre que deixava de receber cartas de Maria, Pedro ficava com enxaquecas, revelando o seu espírito frágil.

Um dia, Pedro pede ao seu pai para casar com Maria Monforte, recebendo uma recusa justificada com o emprego do pai de Maria. Esta recusa leva à separação de pai e filho, com a ida apressada de Pedro para Itália após se casar com Maria.

Em Itália têm uma filha e depois de retornarem a Lisboa, engravidam novamente, nascendo Carlos da Maia. Em Lisboa, os dois viviam uma vida de festa com serões frequentes, o que leva a que Pedro fique entediado com aqueles hábitos de luxo e de festa, principalmente quando via Maria acompanhada de outros homens. 

Durante este período, o casal ainda tenta se reconciliar com Afonso, no entanto, todas as tentativas falham ou são adiadas por Maria.

Um dia, Maria Monforte foge com um italiano e com a sua filha, levando a que Pedro fique devastado e suplique por ajuda ao seu pai, dirigindo-se ao Porto, onde este vivia. Na madrugada do dia seguinte, Pedro acaba com a sua vida, com uma pistola.

Apesar de não ser mais falado de Maria Monforte, já quase no final do Livro, a restante história desta é descrita pelas outras personagens, principalmente pelo Sr. Guimarães. Então, após fugir de Portugal, Maria terá ido para Viena e depois para Paris, tendo ocorrido várias desgraças durante este período, como a morte do italiano que a acompanhava, a morte de uma das filhas e a fuga da outra filha.

Mais tarde na sua vida, adoece e morre quase na miséria, recusando sempre ajuda da família Maias.


Assim, a nível geral:

Segunda aproximação analítica ao perfil de Pedro da Maia, Desenho do Autor, 2015.

Pedro, o protótipo do herói romântico, era uma pessoa fraca, resultado da debilidade da sua mãe, do ensino português, da sua proteção exagerada e por viver durante o ultrarromantismo, levando a um predomínio da emoção, o que resultou num casamento apressado e falhado que acabou no suicídio. 

Aproximação artística de Maria Monforte, Desenho do Autor, 2015.

Maria Monforte, também vítima do Romantismo, era leviana e amorosa, sem preocupações culturais ou sociais. Desta forma, tinha uma personalidade fútil, sendo fria, cruel e interesseira. 

Acaba por ser a culpada por todas as desgraças da família Maias, ao levar ao suicídio de Pedro, separando Carlos e Maria Eduarda e até levando à morte por desgosto de Afonso da Maia!



Intriga Principal

Por outro lado, a intriga principal é baseada na história de Carlos da Maia e Maria Eduarda!

Esta começa com a chegada de Maria Eduarda a Portugal com o seu marido Castro Gomes e a sua filha Rosa. Maria não sentia nenhum tipo de afeto ou carinho em relação ao marido, ela apenas se encontrava com ele por gratidão, devido a coisas que o mesmo fez por ela.
A primeira vez que Carlos da Maia e Maria se vêem é no Hotel Central, enquanto Carlos esperava com Craft pelos seus amigos para jantar, sendo que este fica deslumbrado pela beleza de Maria.
Passado algum tempo, começam a namorar, sendo que Carlos acaba por pedir Maria em casamento, apesar de decidirem não avançar enquanto Afonso estiver vivo.

Já mais tarde, Ega em conversa com Guimarães descobre o passado de Maria Eduarda, acabando por reconhecer que esta é irmã de Carlos. Apesar disto, Carlos mantém a relação amorosa com Maria, apenas se separando dela após a morte de Afonso por desgosto. 
Após isto, os dois partem de Portugal, indo Maria para Paris e Carlos para uma longa viagem de 10 anos pela Europa.