Este blogue destina-se a desenvolver múltiplas competências no âmbito da disciplina de Português do 11º ano.
segunda-feira, 17 de maio de 2021
Os Maias - Personagens da intriga principal
domingo, 16 de maio de 2021
Os Maias - contextualização
Com o nosso vídeo, poderão assistir a uma breve introdução à obra Os Maias.
Esperamos que tenham gostado e não se esqueçam de partilhar as vossas opiniões nos comentários!
Dos alunos:
- Gabriela Silva, nº5
- Marta Rodrigues, nº15
- Nuno Gonçalves, nº17
sábado, 15 de maio de 2021
A crónica de costumes e sátira social
"...eram sempre fatais aos Maias as paredes do Ramalhete..."
Aqui fica o trabalho do Marco e do Tiago, um esquema-síntese de dois espaços importantes para a família Maia.
Educação, Linguagem e Intrigas n'Os Maias
Os Maias são uma obra intemporal de Eça de Queirós que, apesar de ser camuflada como um romance, apresenta diversas críticas à sociedade portuguesa desse tempo (que por vezes ainda são atuais).
Uma dessas críticas é à educação! Mas, de que forma é que Eça comentou as práticas educativas da época?
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Intrigas
Intriga Secundária: Pedro da Maia & Maria Monforte
Pedro, já mais velho, era descrito fisicamente como uma pessoa pequena e fraca, com uma face oval e olhos irresistíveis, que se assemelhavam a “um belo árabe”.
Já a nível psicológico, Pedro era indiferente à vida, não possuindo nenhuma curiosidade sobre o mundo e restringindo todo o interesse da sua vida a uma paixão forte pela mãe. Devido a este desinteresse, Pedro sofria frequentemente de crises de melancolia negra, onde ele ficava murcho e mudo, com umas olheiras fundas.
O seu pai ainda pensou em enviá-lo para Coimbra para ir estudar, mas Afonso cedeu aos pedidos da mãe, que não conseguia imaginar-se a separar do seu filho mimado. No entanto, a doença de Maria piorou e acabou por morrer, levando a que o seu filho ficasse em sofrimento durante dois anos.
Passados estes dois anos, Pedro anima-se ao se apaixonar por Maria Monforte, filha de um homem responsável por levar escravos para o Brasil, sendo assim chamado popularmente como “negreiro”.
Maria era caracterizada como uma mulher com olhos maravilhosos, uma testa curta e clássica e com cabelos louros. Apesar de ter feito uma impressão em todos os homens de Lisboa, rapidamente perdeu este interesse devido aos negócios do seu pai.
Assim, Maria Monforte e Pedro começam a namorar, sendo que Pedro começa a escrever duas cartas por dia a Maria e dedica todo o seu tempo a esta paixão.
Este amor era descrito como:
Era um amor à Romeu, vindo de repente numa troca de olhares fatal e deslumbradora, uma dessas paixões que assaltam uma existência, a assolam como um furacão,...
o que evidenciava o desenlace trágico deste amor. Na verdade, sempre que deixava de receber cartas de Maria, Pedro ficava com enxaquecas, revelando o seu espírito frágil.
Um dia, Pedro pede ao seu pai para casar com Maria Monforte, recebendo uma recusa justificada com o emprego do pai de Maria. Esta recusa leva à separação de pai e filho, com a ida apressada de Pedro para Itália após se casar com Maria.
Em Itália têm uma filha e depois de retornarem a Lisboa, engravidam novamente, nascendo Carlos da Maia. Em Lisboa, os dois viviam uma vida de festa com serões frequentes, o que leva a que Pedro fique entediado com aqueles hábitos de luxo e de festa, principalmente quando via Maria acompanhada de outros homens.
Durante este período, o casal ainda tenta se reconciliar com Afonso, no entanto, todas as tentativas falham ou são adiadas por Maria.
Um dia, Maria Monforte foge com um italiano e com a sua filha, levando a que Pedro fique devastado e suplique por ajuda ao seu pai, dirigindo-se ao Porto, onde este vivia. Na madrugada do dia seguinte, Pedro acaba com a sua vida, com uma pistola.
Apesar de não ser mais falado de Maria Monforte, já quase no final do Livro, a restante história desta é descrita pelas outras personagens, principalmente pelo Sr. Guimarães. Então, após fugir de Portugal, Maria terá ido para Viena e depois para Paris, tendo ocorrido várias desgraças durante este período, como a morte do italiano que a acompanhava, a morte de uma das filhas e a fuga da outra filha.
Mais tarde na sua vida, adoece e morre quase na miséria, recusando sempre ajuda da família Maias.
Assim, a nível geral:
Pedro, o protótipo do herói romântico, era uma pessoa fraca, resultado da debilidade da sua mãe, do ensino português, da sua proteção exagerada e por viver durante o ultrarromantismo, levando a um predomínio da emoção, o que resultou num casamento apressado e falhado que acabou no suicídio.
Maria Monforte, também vítima do Romantismo, era leviana e amorosa, sem preocupações culturais ou sociais. Desta forma, tinha uma personalidade fútil, sendo fria, cruel e interesseira.
Acaba por ser a culpada por todas as desgraças da família Maias, ao levar ao suicídio de Pedro, separando Carlos e Maria Eduarda e até levando à morte por desgosto de Afonso da Maia!
Intriga Principal
Os Maias
A leitura e o estudo de Os Maias foi complementada com a realização e apresentação oral de trabalhos de pesquisa acerca das principais temáticas abordadas na obra.
